Comunicação mais humanizada é essencial para sua relação com o paciente

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Comunicação mais humanizada é essencial para sua relação com o paciente

Confiança é a palavra-chave desta relação! Aligação entre médico e paciente vem se transformando ao longo do tempo criando um distanciamento em uma relação que deveria ser de total entrega e confiança. No começo do século passado, quando exames e aparatos tecnológicos não existiam, o médico era visto como alguém sábio,merecedor de confiança e muito honrado. Era uma honra receber em casa aquele que visitava enfermos e aconselhava familiares. A peça vital desta ligação era o conforto que se recebia do doutor.

Ser médico é uma missão. As funções de suas atividades vão muito além do extenso caminho de sua formação acadêmica. Estamos falando de valores humanos que permeiam entre generosidade e compaixão.

Hoje vivemos em um sociedade aflita, acelerada, ansiosa e deprimida onde o excesso de cobrança em todos os setores da sociedade são justificados como padrãode comportamento contemporâneo.A Organização Mundial da Saúde divulgou relatório, neste ano, onde afirma que a depressão será a doença mais incapacitante até 2020. Hoje temos mais de 300 milhões de pessoas afastadas por depressão no mundo. Será que estamos avaliando este fato com profundidade? Algo de muito grave pode estar acontecendo com a humanidade.

Dentro deste modelo,o comportamento médico também vem mudando e passando por inúmeros desafios. Muitas manifestações de doenças estão se apresentando de maneirasdiferentes, deixando a comunidade científica sem saber explicar determinadas patologias e etiologias.

Porém, apesar de toda a complexidade de doentes, doenças e aparatos tecnológicos o que se espera do médico é o estado de presença. Estar ali, naquele momento, enxergando não só exames e sintomas mas também angústias e medos. Sentimos falta deste estado de presença nos dias de hoje. Um pouco de saudade das memórias do comportamento dos doutores do século passado. Lidar com o elemento humano exige paciência e cuidado. Há uma urgência nos olhares daqueles que estão nos bancos de consultórios e clínicas, uma apelo para que sejam examinados além dos papéis e das máscaras, e também sejam percebidos como um complexo de emoções e dores perdidas e misturadas.

Hoje em dia, com os consultórios lotados, filas intermináveis de atendimentos a serem realizados, onde há muita espera e expectativa, os médicos desejam atender o maior número de pacientes em função do controle de suas metas. Neste cenário há um contato muito rápido e superficial, o que muitas vezes causa constrangimento por parte do paciente que precisa se expor e trazer à tona suas dores. A comunicação mais humanizada é a chave para a melhoria dessa relação que requer sinergia entre as partes, para juntos compreenderem seus papéis e otimizarem o tratamento adequado para cada caso.

Um tratamento só será bem sucedido quando o paciente acreditar e confiar no seu médico.

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