Foco, gestão e otimismo

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Foco, gestão e otimismo

Empreender no Brasil é uma tarefa de alta complexidade. O País pouco investe em quem quer empreender, pelo contrário, dificulta muito essa tarefa, a começar pelos tributos altíssimos – entre os mais caros do mundo. Não bastasse isso, vivemos uma crise geral, que envolve, sobretudo, a política e a economia, e acaba por abalar a esfera pública e a sociedade comprometendo aquilo que deveriam ter por princípio: diálogo respeito e sintonia.

Se falar de empreendedorismo parece descrever um cenário desolador, falar de empreendedorismo na Saúde pode ser assustador! Soma-se aos elementos citados a falta de comprometimento do governo com as suas obrigações, a burocracia infinita para determinadas ações específicas da área da Saúde e as leis cotidianamente “inventadas” e aprovadas nas assembleias e câmaras de todo o País para deixar qualquer empresário na UTI.

São muitos os desafios, mas a esperança é necessária e a luta, assim como o sucesso, possível. Aliás, apesar da ópera ensaiada previamente, prefiro ver os desafios como motivação e sustentar a lida empresarial com soluções em gestão com criatividade, equipes altamente qualificadas, minimização de erros e economia por meio de investimentos em tecnologia. O foco do empreendedor é a gestão.

Para lidar com os políticos e os governos, contamos com a articulação, o empenho, dedicação e força das associações, sindicatos patronais, conselhos e, claro, organização e atuação primordial da Federação Brasileira dos Hospitais, da qual falo com propriedade, pois sou seu atual secretário-geral, e acompanho de perto cada iniciativa e ação em prol da classe empresarial hospitalar.

Como vemos, empreender não é só questão de habilidade, competência e dinheiro (sim!). Mas, também, é um retrato de como vemos a vida, como preferimos enxergar os desafios – penhascos ou trampolins, como enfrentamos a crise do País ou os problemas com as nossas próprias equipes. Empreender é questão de escolha desde o princípio: está em escolher empreender e em escolher todos os dias em como fazê-lo, com desânimo e cansaço ou otimismo e energia.

O maior desafio não é o cenário e os elementos à nossa volta. Não. O maior desafio – e presente , é a postura que adotamos diante de tudo isso. Saber posicionar-se e alegrar-se com as mais pequeninas conquistas diárias faz toda a diferença na construção de grandes empreendedores. Afinal, não queremos ser bons; queremos ser ótimos!

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